Uma trajetória de Educação Escolar indígena no Estado de São Paulo.
O primeiro contato das comunidades indígena com a Secretaria de Estado da Educação foi em 1997, e no mesmo ano foi criado o NEI, Núcleo de Educação Indígena, junto ao gabinete da Secretaria conforme portaria interministerial 559/91 e posteriormente reconhecendo a necessidade de realizar políticas publicas que coloquem em pratica aquilo que a Constituição de 1988 determinou para os povos indígenas, a Lei de diretrizes e Base da Educação regulamentou para suas escolas e o CNE/CEB estabeleceu na Resolução 3/99: ”Uma escola com normas e ordenamento jurídico próprio, fixando diretrizes curriculares de ensino intercultural e bilíngüe”.Depois de criado o NEI, organizou o trabalho de construção da escola indígena para as aldeias paulistas de forma a atender as 05 etnias existente: Kaingang, Krenak, Terena, Guarani e Tupi Guarani.E muitas ações tiveram que ser implantada, começando por várias reuniões com as comunidades indígenas, a Secretaria e os diversos interlocutores, em especial o Conselho Estadual de Educação.
As construções de escola e uma realidade nas aldeias indígenas homologadas, mas para outros e um problema quase sem fim, por envolver litígios de terras, áreas não demarcada, áreas de preservação ambiental ou parque Estadual.Esses alguns problemas enfrentado pelas comunidades.
Entre as prioridades da Secretaria Estadas da Educação e da Faculdade de Educação do Estado de São Paulo, destaca-se a busca de uma nova orientação para a educação escolar indígena no sentido de uma formação intercultural e bilíngüe.Essa prioridade vem se materializando, desde 2001, por varias ações voltadas para formação de professores indígenas no Estado de São Paulo entre os quais a Formação Magistério Indígena (2001-2002), nesse curso de nível médio, foram formados 62 professores para atuarem em suas respectivas comunidades.Habilitados em educação infantil e series iniciais(1ª a 4ª) do ensino fundamental.
E a ultima Formação Intercultural Superior do Professor Indígena, (2005-2008) foi parceria entre a Universidade de São Paulo USP, e a Secretaria de Estado da Educação.Formou 81 professores dentre os quais 40 Guarani, 07 Kaingang, 03 Krenak, 12 Terena e 19 Tupi guarani.E assim consolidando de fato os ensinos diferenciados nas escolas das aldeias.
As localizações das escolas indígenas do Estado de São Paulo das 05 etnias, denominado E.E.I. Escola Estadual Indígena e suas Diretorias de Ensinos.
Escola Guarani:
Escola Aldeia D.E.
EEI Aldeia Boa Vista Boa Vista Caraguatatuba
EEI Aldeia Uru ity Uru ity Miracatu
EEI Aldeia Itapuâ Itapuâ Miracatu
EEI Aldeia Guavira Guavira Ty Miracatu
EEI Kuaray o ê a/ Sol Nascente Itaoca São Vicente
EEI do Aguapeu Aguapeu São Vicente
EEI Aldeia Rio Branco Rio Branco São Vicente
EEI Capoeirão Capoeirão Miracatu
EEI Ko´e Ju Amba porá Miracatu
EEI Djekupe Amba Arandu Jaraguá Norte 1,Capital de SP.
EEI Aldeia Peguao- ty Peguao-ty Registro
EEI Aldeia Pindo-ty Pindo-ty Registro
EEI Aldeia Santa Cruz Santa Cruz Registro
EEI Aldeia Rio Branco II Rio Branco II Registro
EEI Aldeia Rio Silveira Rio Silveira Santos
EEI Krukutu Krukutu Sul 3 Capital de SP.
EEI Guyra Pepo Tenonde Porá Sul 3 Capital de SP.
Escolas Kaingang:
EEI Índia Maria Rosa Icatu Birigui
EEI Índia Vanuire Vanuire Tupã
Escola Krenak:
EEI Índia Vanuire Vanuire Tupã
Escolas Terenas:
EEI Aldeia Kopenoti Kopenoti Bauru
EEI Aldeia Ekerua Ekerua Bauru
EEI Aldeia Índia Maria Rosa Icatu Birigui
EEI Aldeia Teregua Teregua Bauru
Escolas Tupi –Guarani:
EEI Aldeia Nimuendaju Nimuendaju Bauru
EEI Aldeia Renascer Renascer Caraguatatuba
EEI Aldeia Teregua Teregua Itararé
EEI Aldeia Pyahu Pyahu Itararé
EEI Aldeia Paraíso Paraíso Miracatu
EEI Aldeia Djaikoaty Djaikoaty Miracatu
EEI Aldeia Piaçaguera Piaçaguera São Vicente
EEI Aldeia Bananal Bananal São Vicente
O numero total de escolas indígenas do Estudo de São Paulo e de 32.Atualmente.
Professor João Lira Guarani.
Fonte consultada: Um Caminho do Meio (Da Proposta a Interação) São Paulo 2003; São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.Educação escolar em contexto bilíngüe intercultural: línguas indígenas e língua portuguesa/Secretaria da Educação, organização, Idmea Semeghini-Siqueira, Lívia Araújo Donnini Rodrigues, Abílio Silva Martins…
São Paulo: SSE, FEUSP, 2010.
BREVE HISTORICO DA ESCOLA:
A Escola Estadual Indígena Aldeia Uru ity ,foi solicitada a criação pela comunidade local para atender as crianças que estavam na idade escolar sem frenquetar escola.Essas crianças indígenas tinham necessidades especiais eles não sabiam falar em português, os pais não deixavam ir para escola comum porque previam a dificuldades que teriam para entender as palavras em português, ou quanto fosse a explicação do Professor.Essas foram algumas das justificativas do pedido a criação da escola.
Isso foi no mês Julho de 2004.
[...] Historia da Escola Indigena [...]