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blog da cultura

foto da Jaqueline Yva. dezembro 4, 2013

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DSCF0267foto da Jaqueline Yva.

 

Educação ambiental na aldeia.

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Educação ambiental na aldeia.

 

dscf0016.jpg

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vocabulario guarani mbya

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  JOÃO LIRA DA SILVA, WERA  KÃGUA

NHANDEKUERY PEGUA

VOCABULARIO DA LINGUA GUARANI MBYA

2013

 

 

 

 

A

Nhokuaguã                                                   

Abraço

Pyrõ nhavõ

 A cada passo

 

Peteĩteĩ pe

A cada um

 

Peteĩteĩ ojeupe

 A cada um por si

 

Enhomi

A esconder

 Pytῦ

A noite

 Koʽeramo

Amanhã

Koʽerai

 A madrugada

Pavẽ hexapyrã

A vista de todos

Iʽã

A sombra

Enhemombe

Abaixar

Iguy

Baixo

Abalar

Omyĩmba

Amotareʽỹ

Aborrecer

Memby oity

Aborto

Memby juka

Abortar

Ambojepota

Abrasar

Onhemboarakuaa

Abrir entendimento para Deus

Pira

Abrir,desdobrar

Pypira

Jaryi

Avó

Tamoĩ

Avô

Kyvõ

Aqui

Ijaguyje ymã

Acabado,concluído

Tygue

Acabou de consumir (plantações)         

Ojejurupeʽa,ojejurupeka,aipypira Xe juru

Abrir a boca

Aipeʽa kuaxia,aipypeka kuaxia

Abrir o livro ou caderno

Jekou

Abundancia

Xeerõxa opa,Naxẽroxa vei

Acabou a paciência

Amomba,opa

Acabou

Ambovyʽa,areko katu

Acariciar

Avinomba

 

Azedou

Amboavino

Azedar

Nhandy

Azeite

Teʽõ ngue reraa

Acompanhamento de defunto

Nhomoirũ ,Joguereko,

Acompanhar uns aos outros

Amoirũ imbaʽe axi vaʽe

Acompanhar o enfermo

Imboʽekatu pyrã

Adestrado

Mbaʽe oureʽỹmbove

Adivinhar

Mamo pa?

Aonde?

Mamo pa hiny?

Aonde esta?

Amonge

Adormecer alguém

Py jeyi

Adormecimento do pe

poromomaʽenduʽa

Advertencia

Imomarandupyrã

Advertido

Pee,pe

Acola

Amoatyrõ

Adornar

Mendaʽeỹ itavy

Adulterio

Exangaʽu

Afeto

Ajepytaxo

Afirmar o pé

Ajepopytaxo

Afirmar a mão

Okapy

Afora

Yy

Água

Arõ

Aguardar

Juu

Agulha

pytu

Ar

Tekoa,Ava retã mirĩ

Aldeia

Mbaʽemo

Algo

Mandyju

Algodão

Amongaru,ajopoi

Alimentar

Tembyʽu

Alimentos

Amoỹ xyĩ

Alisar

Ã

Alma

Ãngué

Alma de defunto

Amba

Altar

Yvate

Alto

amokambu

Amamentar

Iro

Amargo

Haĩmbe

Amolado

Haĩmbeʽea

Amolador

Aata

Andar

 

Aata yvy rupi

  Andar a pé

Oiko kunha rakykue

Andar atrás de alguma mulher

xoʽo mymba

Animal criado em casa

xoʽo kaʽaguy

Animal do mato

Kyreʽỹ

Animo

Mborevi,tapiʽi

Anta

Ypykue,ore ramoĩ

Antepassados

ỹmbove

Antes

Xee renonde

Antes de mi

Rãngue

Antes o primeiro

pinda

Anzol

Ogue

Apagar

Ombogue tatá

Apagar o fogo

 

ajapi

Apedrejar

Apressar

Pojava

apoveʽẽ

Apontar com dedo

Yvyra

Arvore

guyrapa

Arco

Aipoʽo

Arrancar frutos de arvore

Aipoʽo aporeve,amondoro

Arrancar com a raiz

ajoʽo

Arrancar a mandioca

aekyi

Arrebentar

Nhemboaxy

Arrependimento

Mbixy kue

Assado

jepyxaka

Atenção

Guyra

Aves

Guyra mymba

Ave domestica

Guyra nhandu

Avestruz

hovy

Azul

Hovy hexakã

Azul claro

Azul escuro

Hovy hũ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

B

Endiry xyri

Babas

mandiʽi

Bagre

ajeroky

Bailar

Jeroky

Baile

Apyka,tenda,yvyrape

Banco

Apyka apuʽa

Guyra reta

Bandos de pássaros

Ambojau

Banhar

Ndaepyi,hepy mirĩ

Barato

Tendyva

Barba

Tendyva vuku

Barba comprida

Yvyra yʽa

Barril

Nhaeũ xiĩ

Barro branco

jety

batata

jaryi joapy,xee xy jaryi

bisavó

tamoĩ joapy,xee Ru ramoĩ

bisavô

xiĩ

branco

juru

boca

yvyra apuʽa;yvyra Apia

bola de madeira

voko;mbaʽe ryru

bolsa

avaxi mbojape

bolo de milho

oky;toky

broto

kunha ipaje;kunha mbaje

bruxa

Ava pajé

Bruxo

Eru

Buscar

 

 

 

 

C

Kavaju arygua

Cavaleiro

Kavaju

Cavalo

apixaʽĩ

Cabelo crespo

a

cabelo

nhimbe akã

cabecera de cama

y

cabo de ferramenta

jagua

cachorro

ara pyau nhavõ

cada ano

ara nhavõ

cada dia

pytũ nhavõ

cada noite

jaxy nhavõ

cada mês

kuaxia

caderno

pyta

calcanhar

akã pekue

cavera

ty

caldo

mandiʽo rykue

caldo de mandioca

piruʽa

calo

tape

caminho

nhuũ ndy

campo

tyeju

canário

mborai

canção

uxa

caragueijo

yvyra petai

canela

aporai

cantar

takuareʽẽ

cana-de-açúcar

takuareʽẽ ndy

canavial

jaxyta

caracol

tapyĩ

carvão

mbovoyi

carga

xoʽo

carne

Ava roʽo

carne humana

akaʽapi

carpir

oo

casa

ainupã

castigar

ojeporaka vaʽe

caçador de animais

jagua mbaʽe rupia

cachorro caçador

akã apytuʽῦ

cérebro

ajaka

cesto

yva

céu

mbyte

centro de algo

tokoiro;nhakyrã

cigarra

irundy haʽe niruĩ

cinco

kuʽa xã

cinto

kuʽa

cintura

tanhimbu

cinza

kuarepoty pytã

cobre

mboi

cobra

ojyvaʽe kue

cozida

ombojy

cozinhar

nderu vi xee romonge ta.

Como seu te aconselho.

Marã rami ndee reipota.

Como você quer.

Irũ

Companheiro

ombojoja

comparar

poriaureko

compaixão

ajogua

comprar

aekopity

compreender

ijaguyjavaʽe

concluída;concluído

teko

condição

aikuaa

conhecer

rekokuaa

conseguir

tekorã memobeʽu

conselho

aiporupa

consumir

aipapa

contar

aipapa vai

contar errado

xee kuã re aipapa

contar no dedo

aipapa ijavy heỹ

conta sem errar

tovaigua;hovaigua

contrario

pavẽ omeʽẽ

contribuição de todos

tupã pe gueko omeʽẽ

convertido

nhenoĩ

convite

apoenoĩ

convidar

pyʽaʽa

coração

nhã

correr

yy oxyri ata

correnteza do rio

jaya

cortar

mbaʽe ko yvy régua

coisas deste mundo

ko yva regua

coisas do céus

mbaʽe tuvixa

coisas grandes

taʽy

coisas pequenas

para embeʽy

costa do mar

mbovyvy

costura

tete

corpo

uruvu

corvo

oipoano

curar

porexa

curioso

akakua

crescer

rovia

credito

apixaʽĩ

crespo

tembiguai

criados de casa

itavera

cristal

jaxy tatá kuruxu

cruzeiro do sul

omoĩ kuruxu re

crucificado

kuruxu;ivyra joaxa

cruz

aaxa

cruzar

D

Kunha porã

Dama

Jeroky

Dança

Ajeroky

Dançar

ameʽẽ

dar

amboyʽu

dar agua

ajepopete

dar palmadas

aipete

dar palmadas em alguém

ajapi

dar pedrada

aipixã

dar beliscada

ijyryvykyxĩ mbyre

degolado

aeja

deixar

nhanderu

deus

haʽe veʽỹ aramigua

delito

anhá

demônio

anhoẽ

derramar liquido

amboyku tatá py

derreter com fogo

aity

derrubar

aipoʽo,amongu i

derrubar frutas do pe

peteĩteĩ agui

de cada qual

ara nhavõ

de cada dia

mbaʽe guyry

debaixo

nde guyry

debaixo de ti

kangy

debilitar

kuã

dedo da mão

pyxã

dedo do pe

aeja

deixar

ipypy

dentro

enhonha

depositar

moĩgatua

deposito

mboeteeʽỹ mbojeroviareʽỹ

desacato

poeja ;eja

desamparo

pyʽaeʽỹvaʽe

desanimado

tendyvaveʽỹ

desbarbado

mboguejy  voyi

descarregar a carga

pytuʽu

descanso

pytuʽu apyreʽỹ

descanso eterno

aguejy

descer

ambaʽeapo rire apytuʽu

descansar depois do trabalho

ndarovia poraĩ

desconfiar

haỹ veʽỹvaʽe

desdentado

xee py xyry

deslizar com pe

amboapu

desmentir

joavy

desigual

ara

dia

anhá

diabo

anhá reko revê gua

diabólico

joupe ijayvu porá

dialogo

ita veraete mirĩ

diamante

xee ndaje

dizer sou

mbaʽe joavy

diferentes coisas

teko joorami heʽỹ

diferente costumes

axyparei

difícil

onhemoatã

dilatar

yy yvy ojaoʽi

diluvio

kuaretiju

dinheiro de ouro

kuarepotixĩ

dinheiro de prata

perata

dinheiro

mombyrya

distancia

ambojaʽopa

distribuir

ambojaʽo

dividir

amombeʽu

divulgar

menda jaʽo

divorcio

nhemboʽe reko

doutrina

axy

dor

axy kuturei

dor agudo

akã raxy

dor de cabeça

poxiʽa raxy

dor no peito

axy vevui

dor leve

 

 

 

 

 

 

 

 

Educação Tradicional setembro 6, 2011

Filed under: Uncategorized — joaols @ 6:31 pm

Educação tradicional, ou seja, educação indígena.

  Educação transmitida oralmente pelo mais velho da aldeia, isso era currículo da escola cotidiana na aldeia. Antigamente não existia o lugar especifico de aprende todo lugar era o lugar de aprender, não tinham horário, as circunstâncias determinavam a hora de aprender, preparar os meninos e as meninas para se tornar um adulto com a responsabilidade de educar os seus próprios filhos. Esse e a fundamentação da educação tradicional do Guarani.

Um depoimento atesta isso de maneira bem nítida:

“Vocês precisam ouvir os conselhos dos mais velhos, por que eles já passaram pela experiência de vida que lhe da à oportunidade de evitar algumas situações desagradáveis no futuro, é, além disso, nós estamos alguns anos a frentes de vocês. Tudo que nós passamos vocês passarão por isso a necessidades de ouvir bem os conselhos para ensinar os filhos de vocês. Tudo que falo agora vocês falarão aos seus filhos. Guardando as palavras terão como falar, se não lembrarem os ensinamentos, ficarão sem argumentação para os mais novos.” (Valdomiro da Silva, aldeia Aguapeu, 2011.).

 Em outras palavras a educação indígena se baliza nas palavras dos anciões. O lugar de transmissão e também de referencia e a casa de reza, por isso na aldeia Guarani não pode faltar à casa de reza, adquire formas e tamanho diferente em lugares onde se encontram aldeias Guarani. Nessas casas e nos pátio aberto em sua frente é onde se canta e dança durante longas horas.

Professor, João Lira Guarani aldeia Itapuã.

 

Guarani Retã

Filed under: Uncategorized — joaols @ 6:25 pm

O Guarani São um povo

Guarani retã

 

  De fato nós somos um povo, segundo o (Dicionário Aurelio,2009.) “Conjunto de indivíduos que falam (em regra) a mesma língua, têm costumes e hábitos idênticos, um historia e tradições comuns.” essa definição afirma autenticidade de um povo.

Aqui tomamos a palavra o povo como “Os habitantes duma localidade ou região”, região que o Guarani considera é um Território (nhande yvy rupa) sem divisão politica imposta pelo não índio.

  Os Guarani são conhecidos por diferentes nomes: Chiripa,Ka’aguy gua,Apytere,Tembekua,Ava hapa puku,e outros. Porém, a denominação com que se designam a si próprio é (nhande kuery) que em guarani significa ”pessoa do nosso grupo”.

  O território ocupado pelo Guarani é muito extenso vai do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Povo Guarani se divide em quatro subgrupos, muito semelhante nos aspecto fundamental de suas culturas e organização sócio-políticas, porém, o dialeto regional e local, muito distinta um da outra, de praticar sua religião as diversas tecnologias que aplicam na relação com meio ambiente. Tais diferenças podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades politicas exclusivas. Esses grupos reconhecem o seu próprio universo cultural intrínseco e proximidade histórica, linguística e seu modo ser Guarani. E ao mesmo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sócio-políticas e econômicas.

Uma cultura de múltiplas expressões

Os Guarani que hoje vivem nesta região é:

Os Mbya

Os Pãi-Tavyterã, no Brasil conhecidos como Kaiova,

A Ava Guarani, no Brasil denominado Guarani ou Ñandeva, se autodenominam, (Tupi-Guarani),e

Os Ache-Guajaki.

 Como se vê, o guarani se identifica a si próprio com palavras que em sua língua sendo interpretada como os verdadeiros e autenticas pessoas e têm consciência de serem gente e povo.

  Quando os Europeus chegaram aqui no Brasil que antes não era Brasil, más sim os indígena chamavam de Pindorama devido à existência de muitas palmeiras.

  Especificamente falando dos espanhóis e portugueses que chegaram a esta parte da América, por volta de 1500, os guarani já nessa época demostravam um organização muito forte enquanto um povo, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva e a sustentabilidade ambiental, a produção incluía milho, mandioca, batatas, feijão, amendoim, cará, aboboras, ananás e ananás-abacaxi, de diferentes espécies, assim como outros cultivos. A agricultura dos Guarani gerava amplos excedentes que permitiam grandes encontros entre os parentes para realizar festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade.

  Na atualmente pode-se falar de território guarani, e da mesma maneira, e assim viram os antigos “invasores de terra” que foram conquistadores europeus e os colonos que já nessa época os conheceram. Com a identidade fundamentada em (Mbya reko) um modo de ser e proceder, com características próprias. Seu Território, o solo onde os antepassados já pisaram, é um tekoa, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani revitalizam de geração em geração as suas tradições.

 Os jesuítas talvez respeitassem no passado, no que diz respeito ao território, entre os rios Paranapanema, ao norte, o Rio da Prata ao sul, o pé do monte andino, ao oeste e o Atlântico, ao leste, fundando entre os séculos XVII e XVIII meia centena de povoações. Resultando em migrações e conflitos, através de uma longa historia. Produziram em paralelo a isso as diferenças motivadas pelo vários lugares habitados, sua peculiaridade e relações com outros povos indígenas e sua maneira própria de interagir com o meio ambiente na qual estão inseridas como um todo.

João Lira Guarani aldeia Itapuã.

Pagina na WEB:                  

CTI-Centro de Trabalho Indigenista/

http://www.trabalhoindigenista.org.br

ISA-Instituto Sócio Ambiental/

http://www.socioambiental.org

CIMI-Conselho Indigenista Missionário/

http://www.cimi.org.br/

CPI/SP-Comissão Pró-Índio/São Paulo/

http://www.cpisp.org.br

NEPPI-Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Populações Indígenas/

http://www.neppi.org

 

 

 

 

 

Historias dos numeros Guarani junho 27, 2011

Filed under: Uncategorized — joaols @ 4:21 pm

Historia dos numeros Guarani Mbya

 

 

Mapa mundi:nhande yvy rupa.

Civilizações antigas e relações numéricas: hetava`e kuery ymã guive oipapa kuaa raka`e.

“A preocupação maior, do ponto de vista da educação, e o passo essencial para difusão da etnomatematica, é leva-la para a sala de aula. Nosso objetivo maior de desenvolver e estimular criatividade só será atingido quando o trabalho escolar for orientado nessa direção. Isto pede uma nova maneira de encarar currículo” (D`Ambrosio.1990).

  Inicialmente, quero manifestar sinceros desejos de que esse o nosso encontro, por meio deste pequeno ensaio, represente um caminho para resignificar a Educação de maneira geral, tanto dos indígenas e dos não-indigena, e para realização de trabalho fecundo e profícuo entre sociedade ocidental e os povos indígenas como um todo.

Faço um breve resumo do povo Guarani, A comunidade da aldeia Itapuã e Mbya pertence à etnia Guarani, que descende do tronco lingüístico Tupi-Guarani.  Três subgrupos fazem parte do grupo étnico Guarani. São eles: Guarani Kaiowa, Guarani Nhandeva e Guarani Mbya. Há presença guarani Mbya em vários Estados brasileiros.  Aldeias Mbya podem ser encontradas nos litorais do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Há presença também dos Guaranis Mbya em outros países da América do Sul, como o Paraguai e a Argentina, havendo ainda uma pequena comunidade no Uruguai. Antes da divisão política dos países, os territórios dominados pelos Guaranis não tinham separação, assim os Guarani de tronco lingüístico Tupi, os Mbya chamam seu território de yvy rupa e suas aldeias de Tekoa.

A explicação do vista cultural Guarani e a relação dos números.

 De modo geral, esta noção matemática se constitui como uma representação social, individual sem fronteiras, de ordem cultural, étnica, psicológica, entre outras.O fato matemático área esta presente, em termo teórico-pratico, tanto na escola como nas praticas sociais.Isto é, tanto no diz respeito ao conhecimento matemático sistematizado pela escola não-indigena, (por exemplo, a medida de uma região plana como um numero resultante da soma de uma unidade de área estabelecida) como a uma noção mais geral da pratica do dia a dia(na engenharia,na economia entres outras).A discussão/ensino e aprendizado do conteúdo área também se justifica em um curso de educação indígena pelo uso/aplicação no contexto do saber-fazer indígena, pois está presente nas soluções dos problemas diários do indígena como construtor (habitação), como ser político (demarcação de terra) e outras.

Resumindo posso afirma como índio que, os homens e mulheres indígenas têm como principal fonte de construção de conhecimento a produção de recursos e atitudes para lidar com a realidade é feita com o modo de raciocínio de que dispõem, os quais não são, em geral, construídos pelo conhecimento de uma disciplina (escolar), mais sim resultado de conhecimento em construção, vivida e elaborados passando por diferentes campos da ciência indígena.E uma maneira transdisciplinar de conhecer o seu próprio universo cultura e étnica.

  Para compreender melhor esta forma pensar (como os indígenas entendem seus números) de construir conhecimento, vamos olhar para algumas situações apresentadas a seguir.

A NOÇÃO DE ÁREA NO CONTEXTO GUARANI

 Em uma aula do Curso de Magistério Indígena nível médio do Estado de São Paulo (2001-2002) na qual eu estive presente, os professores iniciaram uma conversa sobre a noção de área, foi perguntado: ”O que e área”, “Quando vocês falam ou pensam sobre área?”

  Por alguns minutos, ficamos pensando.

Enquanto alguns começaram a ensaiar explicações, como”…isto tem a ver com demarcação de terra” ou “a área de quadrado é em metros quadrados….

E nessa época com minha juventude foi muito leigo no assunto numero indígena, na mente vinha números convencionais àqueles que todos sabem.Em seguida o meu amigo professor guarani Toninho Macena levantou, e foi para frente da sala e gesticulando – quase como que dançando – começou a falar: ”O metro para nós é essa distancia daqui do umbigo-aponta com o dedo no umbigo e mostra a distancia do umbigo ao chão. Isto mede um metro. A nossa casa, a casa guarani tem no ponto mais alto, no centro de um retângulo de 2  por 4 metros,a nossa altura mais meio metro”).”A área da casa é 2 por 4,cantos,ela tem a nossa altura”.(Toninho mostra a sua altura ponto a mão sobre cabeça).Então dá ficar de pé até o canto”.Em seguida mais uma vez explicou da casa guarani e sua área.

 Refletindo sobre o conhecimento de Antonio Macena como um dos membros de sociedade indígena guarani, que como um outro indivíduo da mesma etnia também teria, frente á noção matemática”área”,é possível afirmar que esse parece ter sido construído, integrando vários aspecto interligados e simultâneo fazendo parte desta construção e processo desenvolvidas na historia do próprio povo e procedimentos criados no universo indígena.A altura da casa está associada a altura media de um homem guarani e o tamanho da casa ao modo como a etnia vive(usando o espaço interno da casa somente para dormir e cozinhar).A distancia do umbigo ao chão,por sua vez,como comprimentos associado á unidade de medida”metro”,parece  ter sido influenciado da dinâmica cultural do encontro com o grupo não-indigena.

A matemática do Guarani

Os números na escrita falada Guarani Mbya

Peteĩ=1

Mokoĩ=2

Mboapy=3

Irundy=4

Peteĩ po=5

Mboapy meme=6

Mboapy meme peteĩ=7

Irundy meme=8

Irundy meme peteĩ=9

Mokoĩ po=10

  Esses são alguns exemplos de como os Guaranis utilizam os números na sua linguagem própria.

 Um outro exemplo para entender o metro na concepção guarani.

Funciona assim: o pajé vai ao cacique e diz: Eu quero uma casa de reza de tantos passos de comprimento por tantos de passos de largura; os passos funcionam como a nossa metragem.Se for uma casa familiar, geralmente é de 5 passos de comprimento por 4 passos de largura.O tamanho dos passos varia e claro, mas nos medimos de acordo com o encarregado de fazer a casa.

(Professor João Lira guarani,2011.)

Bibliografias consultadas

Um caminho do meio

(Da Proposta á Interação)

São Paulo,2003

São Paulo(Estado)Secretaria da Educação.

Um caminho para a educação escolar indígena:da teoria à pratica;pensando a sala de aula;historia de aulas.2010.

D`Ambrosio,Etnomatematica,São Paulo:editora Atica.